27/11/2009
China promete dobrar suas emissões até 2020

A China anunciou ontem que vai reduzir a intensidade de suas emissões por unidade de PIB em 45%, em relação a 2005, até o ano de 2020. A princípio, o número impressiona, mas é preciso entender o que ele significa.

Em 2005, a China emitia cerca de 6 mil gigatoneladas de CO2e e tinha um PIB de R$2,23 trilhões. Portanto, sua intensidade de emissões era de 2,69 GT CO2e por mil dólares de PIB. A estimativa é de que, em 2020, o PIB chinês seja de, mais ou menos, 9,315 trilhões de dólares. Se a mesma intensidade de 2,69 GT CO2e fosse mantida, os chineses teriam uma emissão de 25GT CO2e.

O número é absurdo, já que, de acordo com os cálculos do IPCC, o mundo inteiro só poderia emitir 18GT CO2e por ano para termos 25% de chance de chegarmos até o final do século com um aumento de temperatura inferior aos 2º C.

Ao propor que a intensidade de suas emissões caia em 45%, a China diz que ela seria, na verdade, de 1,48 GT CO2e por mil dólares de PIB. Mantendo-se a mesma projeção de crescimento do PIB de 9,315 trilhões, e com essa nova intensidade, as emissões chinesas ainda seriam de 13,78 GT CO2e. Ou seja, 130% maiores em relação a 2005.

No fim das contas, a China está contando que vai mais do que dobrar suas emissões até o ano de 2020 e, ainda assim, anuncia sua meta como se estivesse fazendo um grande esforço.

Os números, às vezes, enganam...

24/11/2009
Multiplicar é muito bom
Fazia tempo que vínhamos ensaiando um curso de bioconstrução na Ecovila Clareando. Até porque nosso amigo Hiroshi Seó, primeiro morador da comunidade, é um excelente bioconstrutor e especialista no uso de bambu e de ferro-cimento. No último feriado, entre sexta e domingo, nasceu finalmente o primogênito de muitos outros encontros do gênero. Vinte e sete pessoas participaram, vindas de várias cidades do país. A maioria, na casa dos vinte e bem poucos anos. Sangue novo, cabeça aberta para ideias novas e muita vontade de melhorar o mundo. Misturando isso tudo com barro – muito barro – nos surpreendemos com o interesse deles em aprender a construir de maneira mais ecológica e saudável para todos.

Além do Hiroshi, que orientou o grupo no telhado verde do quiosque comunitário (foto) e também na construção do sistema de esgoto da nova casa do caseiro (Silvan), tivemos também a participação dos instrutores Ian, Guilherme e Eliézio, feras no pau-a-pique e tijolo de adobe, que trabalharam o tempo todo com um enorme sorriso de satisfação no rosto.

A maioria acampou e alguns poucos se hospedaram com a equipe de coordenação do curso na Casa Clara, morada da amiga Sandra, que cedeu o espaço para a hospedagem, alimentação e parte teórica do curso. Eu fiquei basicamente na cozinha, ajudando a preparar as quatro refeições dos três dias (imagine cozinhar para mais de 30 pessoas!), junto com as amigas Luciene, Binha, Sandra, Rosana e Elioenai.

Foi muito gostoso perceber os avanços que já conquistamos na ecovila e o quanto já temos histórias para compartilhar. Muitos dos alunos queriam saber mais do que as técnicas construtivas. Estavam atrás de informações sobre como começar uma comunidade ecológica. E essa partilha de experiências – eles também nos enriqueceram muito, com certeza – foi sem dúvida a grande riqueza do encontro.

Na sexta-feira, os participantes chegaram para o café da manhã e passaram a manhã conhecendo a ecovila, a proposta e algumas casas da comunidade. À tarde, tivemos o primeiro bloco de atividades práticas, mas a chuva forte que caiu (depois de um sol escaldante) interrompeu tudo mais cedo. No lugar, os alunos tiveram uma parte do conteúdo teórico já previsto. Quando a noite chegou, meditamos juntos, fizemos uma roda de partilha (que foi lindíssima) para sentir um pouco o grupo, depois jantamos uma sopa deliciosa de mandioca, com torta de abobrinha da Rosana (que tem mãos de fada) e pão integral feito pela amiga Sônia. Depois, eu e meu companheiro, Edilson, conduzimos uma roda de conversa sobre gestão da ecovila para os que quisessem saber mais sobre o funcionamento da Clareando. Mas, no geral, deixamos o restante da noite livre para que todos tivessem tempo de se conhecer um pouquinho mais – e descansar também, é claro.

O sábado começou cedo, com o despertar às sete horas e o café às 7h30. Às nove, o grupo se dividiu em três, um para cada instrutor e atividade (pau-a-pique, telhado verde e adobe). Escapei um pouco da cozinha para ajudar um pouquinho no telhado verde (não resisti quando vi as mudas de boldo rasteiro que estavam sendo plantadas na cobertura do quiosque...). Depois, ainda fui colher manjericão na Praça da Paz para usar no molho de tomate que servimos com polenta caseiríssima.

À tarde, mais trabalho e aprendizado. O grupo se revezou para conhecer outra técnica de bioconstrução e o pessoal que foi amassar barro para fazer pau-a-pique estava particularmente inspirado. As paredes foram subindo com desenhos lindos, de baobá, balão, símbolos de paz e espiritualidade, flores, borboletas e muito mais. Ficou maravilhoso! A casinha nova funcionará como sede administrativa da ecovila, talvez um ponto comunitário de internet (quando conseguirmos sinal!!!!), além de lojinha de produtos artesanais produzidos localmente e nas cidades vizinhas (Piracaia, Joanópolis e Atibaia). Por conta de todos esses planos, ver as paredes crescendo com tanta beleza foi muito animador para todos – integrantes da ecovila e participantes do curso.

Na noite de sábado, tivemos danças circulares, meditação, roda de partilha, sopa de lentilha e de legumes orgânicos e mais: um exercício prático de tomada de decisão por consenso e a exibição do filme O Mundo Segundo a Monsanto - de deixar qualquer um de cabelo em pé...
O domingo mal tinha começado e já estávamos todos com cara de quero mais. Mais uma vez, os grupos se revezaram, para completar, assim, a passagem de todos por todas as técnicas oferecidas. Antes do almoço, um ritual de entrega dos certificados: uma muda de íris para levar para casa como símbolo da responsabilidade e do compromisso de passar adiante o aprendizado, mais o certificado que trazia o nome do participante que tinha “sujado as mãos de barro para deixar o planeta mais limpo”, além de um CD com apostilas e fotos tiradas durante o curso.

Ufa! Última refeição do curso, o almoço do domingo marcou o início da despedida dos novos amigos, que prometem voltar mais vezes e sempre que quiserem. Para nós da ecovila, foram dias marcantes, de pura inspiração para seguir em frente, enfrentando os desafios. Espero que sirva de inspiração também para quem está começando a construir na ecovila. Será fácil perceber o quanto podemos ter beleza e eficiência com técnicas simples, ancestrais, ecológicas e de espírito solidário. Que sirva de lição para todos nós. Agradeço de coração a todos que ajudaram a plantar esta nova semente na Ecovila Clareando. Sinceramente, muitíssimo obrigada!

Foto: telhado verde do quiosque comunitário, coberto com a lona de circo colorida que o Hiroshi ganhou e quis reaproveitar. Por cima, sacos de cebola com terra para evitar deslizamentos durante as chuvas. O boldo rasteiro é bem rústico, precisa de pouca água e ainda dá uma flor roxa linda o ano inteiro. Quer mais?

25/11/2009
Emissões na caixa preta?

Chegou a hora de falar sobre a meta brasileira para Conferência do Clima. Mas não vou me ater ao entusiasmo, merecido até, com o expressivo número que fez o Brasil abafar no cenário internacional. Tudo muito bom, mas como foram calculadas as metas e com base em quais dados?

Não sabemos. E o governo não pretende contar. Tudo que se tem de informação oficial é essa tabelinha aí em cima, que apresenta as projeções para 2020 e as metas de corte em setores que ninguém sabe como foram definidos (por que esses e não outros?).

Vou confessar que até cheguei a pensar que era eu a foca* desavisada à procura de documentos que muitos repórteres já folheavam há semanas.

Pois se o Brasil assume um compromisso tão revolucionário, ao mesmo tempo com a sua população e com a comunidade internacional, não pode fazê-lo com essa falta de transparência. Mas estava enganada, e a obscuridade das metas brasileiras já levanta suspeitas.

Cinco entidades que acompanham a questão climática apontaram, entre várias outras críticas, que as estimativas para o crescimento no setor de energia "não apresentam justificativa plausível, superam qualquer projeção linear de crescimento de acordo com o PIB ou a população".  Isso vale tanto para o cenário tendencial, quanto para aquele que incorpora as metas de redução.

Amigos da Terra, Greenpeace, Idec, Vitae Civillis e Sociedade Brasileira de Economia Ecológica, que assinam a nota, cobram o elementar: cadê a memória de cálculo? Cadê as informações sobre o estado atual de emissões, para que se possa avaliar o prometido? Cadê as estimativas de custo oportunidade com relação a outros setores e ações que não entraram na dança das metas?

Para completar, a excelente reportagem de Marta Salomon, na Folha de S. Paulo, indica que os dados oficiais podem estar inflados. Enquanto o governo estima em 2,7 bilhões de toneladas a emissão anual do País em 2020, um estudo inédito do Banco Mundial aponta apenas 1,697 bilhão. E isso para 2030.

Se os dados estiverem furados, o esforço de redução de emissões brasileiras pode ser muito menor do que parece. Para dirimir as suspeitas, bastaria que o governo disponibilizasse os detalhes do processo que culminou com as metas. E se não for pedir demais, quem sabe até arredar o Ministério de Ciência e Tecnologia de cima do inventário nacional de emissões, que não rende versão atualizada desde 1994.

*jargão para repórter inexperiente

27/11/2009
Mudando. Pra melhor?
Em 10/04 o Alexandre postou "Da Lama ao Caos" (link no final desse post para não interromper a leitura) sobre as condições de trabalho na Cooper Viva Bem, cooperativa de reciclagem ativa, de bons trabalhadores, situada na Vila Leopoldina num interessante, mas desestruturado espaço de trabalho.

Naquele post, que aconteceu depois de uma visita pós-chuva à cooperativa, falávamos da situação precária das instalações que não oferecem nem qualidade nem produtividade aos nobres trabalhadores.

Desde então, o projeto de um parque, se não estou errado, pressionou a saída da Cooper Viva Bem desse local. Hoje a Teresa, líder da cooperativa, me disse que conseguiram encontrar uma casa nova, estão de mudança. A prefeitura arrumou outro lugar para as atividades do grupo.

A Cooper Viva Bem está sendo empurrada para o canto. Não que eu seja contra a criação de um parque, aliás, que criem mil, estamos carentes de parques. O que eu acho importante é passar a atividade de organizações como essa para o primeiro plano, entender o caráter fundamental dos serviços e apoiar o desenvolvimento. Já é a segunda mudança sem foco em benefícios para o serviço de que dependemos tanto e temos tão pouco.

A partir do dia 05 de dezembro começam as mudanças. Achei uma boa idéia fazer mais um episódio do videocast na nova sede e ver como estão as coisas por ali. Vai ser interessante para que vocês conheçam “de perto”.

Virá dentro da série de videos que vão tratar da interdependencia da reciclagem domiciliar, a mais interessante e complexa de todas. Resultado da conexão de umas vontades nossas (Recicleiros e Blues Filmes) com comentarios como o da Suzana Leite.

Per isso mereceu uma série que está no forno.

Falamos em breve.

Erich Burger
@recicleiros

Leia
Da lama ao caos.
26/11/2009
A carta
“Aos moradores das ruas Chrysander e Sander
em Hamburgo

Hamburgo, 18 de novembro de 2009.

Prezada cliente, prezado cliente,

a companhia de águas e esgotos conduzirá obras na rede para garantir a normalidade do serviço na cidade. Durante as obras, a coleta de esgotos domésticos estará, evidentemente, assegurada.

No trecho entre a ponte do Bille e a rua Chrysander da rua Gewerkschaftsweg a infra-estrutura existente passará por obras de manutenção. Pela tubulação existente passará um tubo embebido em um composto de poliéster. O secamento desse tubo poderá provocar odores, que, no entanto, comprovadamente não fazem mal à saúde. A companhia de águas e esgotos escolheu esse procedimento por estar associado à menor intervenção física na área e por trazer as menores consequências para o trânsito.

Para que o trabalho de manutenção possa ser levado a cabo com segurança, as faixas do lado oeste da rua Chrysander na altura da rua Sander terão de ser bloqueadas. Além disso, zonas de restrição de estacionamento precisarão ser temporariamente estabelecidas. Por favor, atente à sinalização viária complementar durante as obras. Nesse período, o número de vagas de estacionamento diminuirá e poderá haver alguns problemas no fluxo de veiculos. A entrada e saída de veículos para as garagens particulares não serão obstruídas.

Depois da renovação da infra-estrutura de esgotos, o calçamento da rua Gewerkschaftsweg será renovado em toda sua extensão. Durante o transcurso desses trabalhos (que deve durar cerca de 6 semanas), o Gewerkschaftsweg estará totalmente bloqueado.

A companhia de águas e esgotos conta com sua compreensão.

Atenciosamente,

Companhia de águas e esgotos”

Não é ficção. Afora meus erros de tradução, pode-se dizer que uma carta exatamente como essa foi afixada na semana passada na porta de entrada do prédio onde moro. Fiquei surpreso nem tanto com a qualidade do texto, mas com seu propósito. O que se pretendia com essa folha era simplesmente informar que uma obra estaria sendo feita e apresentar o que isso muda na vida de quem mora na região e evitar qualquer surpresa desagradável, seja pelo mau cheiro (que de fato estava insuportável anteontem), seja pelos impactos no trânsito. Para os curiosos e nerds em geral, a carta dá até detalhes técnicos que poderiam até, quem sabe, ser poupados. Mas nos acrescentam, no mínimo, como conhecimento geral.

A sinalização mencionada pela carta inclui, além de diversas placas orientando o trânsito, uma faixa de pedestres. Foi exclusivamente pintada para essas seis semanas. E isso tudo em uma rua para lá de tranquila, na periferia da cidade.

O que levaria a companhia de águas e esgotos a fazer isso? Imagine o trabalho que deve ter dado: elaborar o texto de uma maneira cordial sem errar o nome das ruas, depois colar na porta de cada uma das casas... Teria sido a privatização nem a desregulamentação dos mercados que levou à adoção de uma postura mais respeitosa com os clientes? Não. No presente caso, a companhia continua 100% em controle estatal. Para alguns, teria de tudo para ser burocrática, ineficiente e autoritária – o contrário do que parece ser. Seria por acaso a força de uma lei que obriga as companhias públicas a comunicarem os cidadãos afetados, sempre que alguma obra na rua for feita? Acredito que não, pois já vi outras obras assim, mas esse tipo de comunicado ainda não. O que explica essa iniciativa é, no meu entender, uma espécie de contrato não assinado, pelo qual Estado (ou pelo menos alguns setores do Estado) e cidadãos estabelecem entre si uma relação respeitosa pautada na transmissão mútua de informações de interesse público. O Estado reconhece que o cidadão tem o direito de saber o que acontece no espaço onde vive.

No Brasil, quase nunca recebemos carta da administração. E quando recebemos, já pensamos que é má notícia. Multa de trânsito por exemplo. Ou alguém já recebeu de algum órgão de trânsito informações de teor educativo ou “boas festas”? Pelo contrário, o mais comum é o cidadão ter que ir atrás da administração, se quiser evitar futuros problemas. Nesse mês, vi em São Paulo várias faixas espalhadas em escolas pedindo para que os costumeiros eleitores daquele local de votação procurem urgentemente a Justiça Eleitoral. Descobrimos o que acontece no espaço de repente, por acaso ou simultaneamente nas duas circunstâncias. Quem quiser saber os motivos e as consequências de alguma coisa, que se vire.

A carta enviada pela companhia de águas e esgotos de Hamburgo representa para mim um paradigma. Alô, Sabesp! Alô, Eletropaulo! Alô, Telefônica! Alô, serviços de comunicação! Alô, SPTrans! Alô, Prefeitura! Alô, CET! Será que conseguiríamos um pacto mais ou menos assim entre “os donos da rua” e a população de São Paulo?
04/11/2009
Programando as paisagens

O homem, desde quando apareceu na Terra, modifica o ambiente em que está inserido: seja para conseguir se proteger da chuva, caçar ou, até, plantar para seu próprio sustento. O ambiente a sua volta está em constante mudança. Isso, porém, não significa que seja sempre predatório. Pelo contrário.

Quando há chuvas, pode haver alagamentos, que modificam o solo da região. Quando há ventanias, árvores são tombadas. Quando há geadas, diversas espécies de plantas são danificadas. Teoricamente, é o ciclo natural dos seres vivos, com a natureza atuando em um ecossistema repleto de biodiversidade (não é à toa que James Lovelock considera o planeta como um ser vivo também).

A progressão de crescimento da população, porém, trouxe à própria sociedade a ideia de que a ação do homem deixou de ser natural, para se tornar algo invasivo ao meio ambiente. Sempre. Árvores são cortadas para dar lugar a prédios. Rios são soterrados ou canalizados para que cidades consigam se expandir. Plataformas são criadas no meio do oceano para extração de matéria-prima a milhares de quilômetros abaixo da terra.

O homem, agora, modifica brutalmente a paisagem em que está inserido. O fotógrafo norte-americano Edward Burtynsky anda pelo mundo coletando imagens de exemplos de como a ação do homem está fabricando a paisagem do mundo. A foto acima, por exemplo, demonstra a troca de uma área de pradaria por centenas de máquinas extrativistas de petróleo.

Há uma outra paisagem, porém, que foi criada pelo homem e que pode ajudar a transformar o mundo - aliás, já o está transformando. A sociedade agora está mais em rede do que nunca, graças à conectividade à internet. E essa tecnologia, como qualquer outra, é ambivalente: pode ser usada tanto para melhorar, quanto piorar o mundo.

O blog Paisagem Programada mostrará como essas novas tecnologias podem ser usadas para um fim social. São diversas iniciativas, pessoas, informações e tudo que envolve este mundo tecnológico que tentam e pregam a mudança na paisagem atual, de forma ordenada e racional - como códigos binários. O mundo conectado é extremamente versátil, modular e adaptável às necessidades do mundo - ao mesmo tempo que demanda outras necessidades.

Hoje, modelos de negócios estão sendo reformulados pelos conceitos e morais espalhados pelo ciberespaço. Novas formas de relação entre sociedade civil e candidatos à presidência surgem graças às demandas da sociedade. Questiona-se a própria forma de se questionar - e organizar.

Muitas ações que são produzidas no mundo digital visam modificar - para melhor - o mundo real. Só cabe a nós programarmos nossa própria paisagem da forma que desejamos.

E sejam benvindos!

Outros links
Edward Burtynsky  - http://www.edwardburtynsky.com/
Sociedade em rede - http://pt.wikipedia.org/wiki/Manuel_Castells
Novos modelos de negócios - http://portalliteral.terra.com.br/lancamentos/tecnobrega
Novas formas de relação - http://www.barackobama.com/

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